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quarta-feira, 31 de março de 2010
A chama da alma
Era uma vez um rei, que apesar de ser muito rico, era um homem simples; completamente desapegado de sua riqueza e extremamente querido de seu povo.Um dia, quando um de seus súditos perguntou-lhe como ele conseguia conciliar tanta riqueza com tamanha simplicidade, ele ordenou aos seus soldados:- Levem este homem aos meus depósitos reais. Dê-lhe uma lamparina acessa e deixe-o olhar e até tocar todo o meu tesouro, para que ele possa avaliá-lo para mim, porém, se ele deixar a lamparina se apagar, dê-lhe 10 fortes chibatadas.Duas horas depois o homem voltou à presença do rei com a lamparina ainda acesa, e o rei lhe perguntou:- Então, o quê acha, quanto vale o meu tesouro?- Senhor, eu estava tão preocupado em não deixar a lamparina se apagar que nem consegui avaliar direito o seu tesouro, desculpe-me, senhor - respondeu o homem.- Este é o meu segredo, confidenciou-lhe o rei, fico tão ocupado em manter acesa a chama da minha alma que nem reparo direito nestas coisas.
Trabalho em equipe
Um sábio tinha três filhos jovens, inteligentes e ávidos por sabedoria. Certa vez, quando os três rapazes estavam discutindo sobre quais seriam os principais obstáculos ao sucesso de um trabalho coletivo, seu pai os chamou e confiou-lhes uma importante tarefa, levar ao príncipe governante três presentes. O primeiro levaria um vaso muito precioso. O segundo levaria uma corça rara. O terceiro levaria um bolo primoroso, receita da família. O trio recebeu a missão com entusiasmo, mas, no meio do caminho, começaram a discutir. O que levava o vaso não concordava com a maneira como o irmão puxava a corça delicada; o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse; este, por sua vez, repreendia o portador do vaso valioso, com medo que ele o deixasse cair. Em dado momento, o que conduzia a corça estendeu a sua mão a fim de consertar a posição da vaso, que, premido pelas inquietações de ambos, escorregou de súbito, espatifando-se no chão. Com o choque, a corça fugiu espantada. O carregador do bolo, ao tentar deter o animal, deixou o bolo cair. Desapontados e irritados, os três rapazes voltam à presença do pai, apresentando cada qual a sua queixa, culpando uns aos outros pelo desastre. O sábio, porém, sorriu e disse-lhes: - Aproveitem este incidente e aprendam: O sucesso de um trabalho em equipe depende de muitas coisas: a) Que não se perca o senso coletivo; b) Que um não invada a área do outro, se não lhe for solicitado; c) Que cada um faça a sua parte do melhor jeito possível; d) Que cada um valorize, respeite e considere o trabalho do outro.
Joga bem, mas sempre perde
Era uma vez um pastor que gostava muito jogar futebol, mas, todas as vezes, voltava para casa demasiadamente cansado, machucado, derrotado e triste, pois nunca ganhava um jogo. Desde que começou a praticar o esporte, só perdia (e perdia de goleada).
Um dia seu sogro veio visitá-lo e resolveu ir prestigiar o genro, indo com ele ao jogo.
Quando voltaram pra casa, o sogro chamou-lhe a atenção:- Do jeito que você joga, nunca vai ganhar um jogo, homem, e vai viver machucado.- Por que não, sogrão? Eu bato um bolão!- Sim, é verdade, você até que joga bem, mas, SOZINHO? CONTRA 11? Onde você está com a cabeça?A esposa saiu logo em defesa do marido-pastor:- Não liga, não, pai, ele já está acostumado. Na igreja ele também faz tudo sozinho.
Um dia seu sogro veio visitá-lo e resolveu ir prestigiar o genro, indo com ele ao jogo.
Quando voltaram pra casa, o sogro chamou-lhe a atenção:- Do jeito que você joga, nunca vai ganhar um jogo, homem, e vai viver machucado.- Por que não, sogrão? Eu bato um bolão!- Sim, é verdade, você até que joga bem, mas, SOZINHO? CONTRA 11? Onde você está com a cabeça?A esposa saiu logo em defesa do marido-pastor:- Não liga, não, pai, ele já está acostumado. Na igreja ele também faz tudo sozinho.
Porcaria de ladrão
Foi em Goiás, numa cidade do interior, próximo a Ceres. Um fazendeiro que não gostava de crente e que nunca permitira que ninguém lhe falasse de Jesus, sem saber, contratou os serviços de um evangélico, que antes de se converter a Cristo era ladrão.
No entanto, num episódio de fraqueza, o ex-ladrão voltou às escondidas à fazenda e roubou uma porca do fazendeiro, mas, não conseguiu dormir aquela noite, pois, o Espírito Santo inquietou sua consciência e, logo de manhã, ele foi se aconselhar com seu pastor, que exigiu, como prova de sua sinceridade, que ele voltasse à fazenda, confessasse seu delito e reparasse o dano, pagando o fazendeiro com dinheiro ou serviço.
Apesar de querer muito reparar aquela situação, o rapaz tinha medo da reação do fazendeiro, pois ele era arrogante, estúpido e violento. Demorou quase uma semana, mas, finalmente, no domingo seguinte, ele criou coragem e voltou à fazenda. - O que o traz aqui assim tão cedo, meu amigo?- Vim lhe confessar um crime.- Que crime rapaz?- Depois que o senhor me pagou aquele último serviço, eu voltei aqui na fazenda e roubei uma porca. O senhor não sabe, mas, desde bem cedo na vida fui um ladrão, mas, agora sou crente e não posso mais fazer isso. Não tenho dinheiro para lhe pagar, mas posso pagá-lo com serviço, e garanto-lhe não vou nunca mais mexer nas suas coisas ou de qualquer outra pessoa.
O fazendeiro demorou alguns segundos para entender o que o rapaz havia acabado de lhe falar, mas, logo depois gritou:- Mulher, chame nossos filhos e venham aqui, todos vocês.O rapaz achou que iria levar a maior surra de sua vida, pois os filhos do fazendeiro eram uns rapazes muito fortes e, como o pai, também violentos.Quando eles chegaram, o fazendeiro ordenou:- Moço, eu devo admitir que você tem coragem. Faça o favor, repita para meus filhos e para minha mulher tudo o que você acabou de me falar.E o rapaz repetiu. Se tremeu na primeira vez, agora, então, nem se fala. Sua voz mal saía da garganta.- É isso que é ser crente, moço?- Rss...Mas, para sua surpresa, o fazendeiro falou:- Ser crente é ter coragem de confessar o próprio erro e se propor a reparar o prejuízo? Se é isso que é ser crente, eu, minha esposa e meus filhos também queremos ser crentes. Como é que a gente faz pra ser crente?Todos eles se converteram e o temido fazendeiro tornou-se um dos mais influentes pregadores do evangelho daquele rincão.Quanto à porca? Bem, o fazendeiro ficou tão feliz com Jesus que disse para o rapaz:- Quanto à porca, fica de presente, irmão!
No entanto, num episódio de fraqueza, o ex-ladrão voltou às escondidas à fazenda e roubou uma porca do fazendeiro, mas, não conseguiu dormir aquela noite, pois, o Espírito Santo inquietou sua consciência e, logo de manhã, ele foi se aconselhar com seu pastor, que exigiu, como prova de sua sinceridade, que ele voltasse à fazenda, confessasse seu delito e reparasse o dano, pagando o fazendeiro com dinheiro ou serviço.
Apesar de querer muito reparar aquela situação, o rapaz tinha medo da reação do fazendeiro, pois ele era arrogante, estúpido e violento. Demorou quase uma semana, mas, finalmente, no domingo seguinte, ele criou coragem e voltou à fazenda. - O que o traz aqui assim tão cedo, meu amigo?- Vim lhe confessar um crime.- Que crime rapaz?- Depois que o senhor me pagou aquele último serviço, eu voltei aqui na fazenda e roubei uma porca. O senhor não sabe, mas, desde bem cedo na vida fui um ladrão, mas, agora sou crente e não posso mais fazer isso. Não tenho dinheiro para lhe pagar, mas posso pagá-lo com serviço, e garanto-lhe não vou nunca mais mexer nas suas coisas ou de qualquer outra pessoa.
O fazendeiro demorou alguns segundos para entender o que o rapaz havia acabado de lhe falar, mas, logo depois gritou:- Mulher, chame nossos filhos e venham aqui, todos vocês.O rapaz achou que iria levar a maior surra de sua vida, pois os filhos do fazendeiro eram uns rapazes muito fortes e, como o pai, também violentos.Quando eles chegaram, o fazendeiro ordenou:- Moço, eu devo admitir que você tem coragem. Faça o favor, repita para meus filhos e para minha mulher tudo o que você acabou de me falar.E o rapaz repetiu. Se tremeu na primeira vez, agora, então, nem se fala. Sua voz mal saía da garganta.- É isso que é ser crente, moço?- Rss...Mas, para sua surpresa, o fazendeiro falou:- Ser crente é ter coragem de confessar o próprio erro e se propor a reparar o prejuízo? Se é isso que é ser crente, eu, minha esposa e meus filhos também queremos ser crentes. Como é que a gente faz pra ser crente?Todos eles se converteram e o temido fazendeiro tornou-se um dos mais influentes pregadores do evangelho daquele rincão.Quanto à porca? Bem, o fazendeiro ficou tão feliz com Jesus que disse para o rapaz:- Quanto à porca, fica de presente, irmão!
terça-feira, 30 de março de 2010
Era rico e não sabia
Um homem descontente com a sorte queixava-se de Deus:- Deus dá aos outros as riquezas, e a mim não dá coisa alguma. Como é que posso ser feliz nesta vida, sem possuir nada? Um companheiro seu, ao ouviu estas palavras, perguntou-lhe: - Acaso você é tão pobre quanto diz? Deus não lhe deu, porventura, saúde e mocidade? - Não digo que não, até me orgulho bastante da minha força e da minha juventude.- Trocaria sua saúde e sua mocidade por dinheiro?- Não! O homem, então, pegou na sua mão direita e lhe perguntou: - Você venderia sua mão direita, deixaria que a cortassem por um bom dinheiro? - Não, de jeito nenhum! - E a esquerda? - De jeito nenhum! - E seus olhos, você os venderia, ficaria cego pelo resto da vida por uma "bolada"? - Não daria nem um olho por dinheiro! - Veja - observou o velho - quanta riqueza Deus lhe deu e você ainda se queixa?
Um pequeno enigma
Num culto de inauguração de uma nova igreja, o pregador enfia a mão no bolso, pega alguma coisa, retira a mão do bolso e a levanta para o alto: - Tenho algo valioso escondido aqui em minha mão direita, alguém tem um palpite do que é? - Uma moeda, arrisca um. - É algo muito mais valioso do que uma moeda! E vou dá-lo a quem acertar o que é. - É um anel de diamantes, arrisca outro, em meio às risadas do público. - É muito mais valioso que um anel de diamantes! As pessoas ficam em silêncio, tentando decifrar o enigma. - Vou lhes dar umas dicas, diz o pregador, o que eu tenho escondido aqui em minha mão direita é valioso o bastante para movimentar a economia de um país. Se for devidamente cuidado pode gerar indústrias e empregos, trabalho e renda. E cabe aqui, na palma da minha mão. E agora, alguém tem um bom palpite?Um adolescente levanta e mão e diz com convicção: - É uma semente! O pregador abre a mão e mostra para os ouvintes um grão de milho. Todos aplaudem o jovem! - Esta igreja que se inaugura neste dia também é uma semente. Se vocês cuidarem dela com amor, se investirem nela seu tempo, esforço e talentos, se a colocarem como prioridade em suas vidas, ela irá gerar muitas bençãos para vocês mesmos e para suas famílias, amigos e vizinhos.
A vida consiste em escolhas
Mauro era um tipo de pessoa que todos adorariam conhecer. Ele sempre estava de bom humor e sempre tinha algo positivo para dizer. Quando alguém lhe perguntava: "Como vai você?", ele respondia: "Melhor que isso, só dois disso!".
Um dia perguntei-lhe:
- Como você consegue ser uma pessoa tão positiva o tempo todo?
- Toda manhã eu acordo e digo a mim mesmo: Mauro, hoje você tem duas escolhas: ficar de bom humor ou ficar de mal humor. Então, eu escolho ficar de bom humor. E repito esta decisão o dia inteiro, a cada instante. Se alguém me irrita ou reclama de alguma coisa, seja do jeito certo ou não, eu escolho continuar de bom humor e tentar ver o lado positivo da situação.
- Mas, não e tão fácil assim, Mauro!
- É fácil, sim! A vida consiste em escolhas.
As palavras de Mauro não eram vazias. Ele realmente havia decidido viver de bem com a vida, e isso ficou muito bem estabelecido quando Mauro foi assaltado e levou três tiros. Por sorte, foi socorrido à tempo.
Ele conta que naquela hora tomou duas decisões:
A primeira decisão que tomou, foi que queria viver, fosse como fosse. Mesmo que ficasse paralítico, não iria desistir da vida (essa sua obstinação facilitou o serviço de toda a equipe médica que o atendeu).
A segunda decisão, foi que iria passar aqueles terríveis momentos do melhor jeito que lhe fosse possível, e foi isso mesmo que ele fez. Quando os paramédicos lhe perguntaram se era alérgico à alguma coisa, Mauro, apesar de estar sangrando e gravemente ferido, fez com que todos caíssem na risada:
- Sou alérgico a bala!
Um dia perguntei-lhe:
- Como você consegue ser uma pessoa tão positiva o tempo todo?
- Toda manhã eu acordo e digo a mim mesmo: Mauro, hoje você tem duas escolhas: ficar de bom humor ou ficar de mal humor. Então, eu escolho ficar de bom humor. E repito esta decisão o dia inteiro, a cada instante. Se alguém me irrita ou reclama de alguma coisa, seja do jeito certo ou não, eu escolho continuar de bom humor e tentar ver o lado positivo da situação.
- Mas, não e tão fácil assim, Mauro!
- É fácil, sim! A vida consiste em escolhas.
As palavras de Mauro não eram vazias. Ele realmente havia decidido viver de bem com a vida, e isso ficou muito bem estabelecido quando Mauro foi assaltado e levou três tiros. Por sorte, foi socorrido à tempo.
Ele conta que naquela hora tomou duas decisões:
A primeira decisão que tomou, foi que queria viver, fosse como fosse. Mesmo que ficasse paralítico, não iria desistir da vida (essa sua obstinação facilitou o serviço de toda a equipe médica que o atendeu).
A segunda decisão, foi que iria passar aqueles terríveis momentos do melhor jeito que lhe fosse possível, e foi isso mesmo que ele fez. Quando os paramédicos lhe perguntaram se era alérgico à alguma coisa, Mauro, apesar de estar sangrando e gravemente ferido, fez com que todos caíssem na risada:
- Sou alérgico a bala!
segunda-feira, 22 de março de 2010
A garrafa de vinho
Nos alpes italianos existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para produção de vinho. Uma vez por ano,lá ocorria uma festa para comemorar o sucesso da colheita.A tradição exigia que nesta festa cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa de seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril que ficava na praça central.
Entretanto um dos moradores pensou:"Porque deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei uma cheia de água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta".Assim pensou e assim o fez.No auge dos acontecimentos, como era de costume, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca, para pegar uma porção daquele vinho, cuja fama se estendia além das fronteiras do pais. Contudo ao abrir a torneira do barril, um silêncio tomou conta da multidão. Daquele barril saiu apenas água. Mas, como isso aconteceu?
Na verdade todos pensaram como aquele morador:"A ausência da minha parte não fará falta".
Entretanto um dos moradores pensou:"Porque deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei uma cheia de água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta".Assim pensou e assim o fez.No auge dos acontecimentos, como era de costume, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca, para pegar uma porção daquele vinho, cuja fama se estendia além das fronteiras do pais. Contudo ao abrir a torneira do barril, um silêncio tomou conta da multidão. Daquele barril saiu apenas água. Mas, como isso aconteceu?
Na verdade todos pensaram como aquele morador:"A ausência da minha parte não fará falta".
Os cinco macacos
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma jaula. No meio da jaula, uma escada, e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, um jato de água fria era acionado em cima dos que estavam no chão. Depois de um certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros pegavam-no e enchiam-no de pancada. Com mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo já não mais subia a escada. Um segundo macaco, veterano, foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto e, afinal, o último dos veteranos, foram substituídos. Os cientistas, então, ficaram com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas. Se possível fosse perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
"Não sei... mas as coisas sempre foram assim por aqui!"
"Não sei... mas as coisas sempre foram assim por aqui!"
A coruja e a águia
Conta-se que a Dona Coruja encontrou a Dona Águia, e disse-lhe: - Olá, Dona Águia, se vires uns passarinhos muito lindos em um ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá não os coma, que são os meus filhos! A águia prometeu-lhe que não os comeria e saiu voando; logo encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos filhotes.
Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita: - Ô, Dona Águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-os todos! Ao que respondeu-lhe a águia: - Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos feios, depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos, entendi que os teus não eram esses. - Pois eram esses mesmos, lamentou-se a coruja. - Pois, então, queixa-te de ti mesma, que é que me enganaste com a tua cegueira.
Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita: - Ô, Dona Águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-os todos! Ao que respondeu-lhe a águia: - Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos feios, depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos, entendi que os teus não eram esses. - Pois eram esses mesmos, lamentou-se a coruja. - Pois, então, queixa-te de ti mesma, que é que me enganaste com a tua cegueira.
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